Dados da Abinee revelam que o desempenho ficou 20% abaixo do montante registrado em igual período do ano anterior

No acumulado dos nove primeiros meses de 2015, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 20,9 bilhões. Segundo a Abinee, o desempenho ficou 20% abaixo do montante registrado em igual período do ano anterior (US$ 26,2 bilhões).

A associação que monitora o setor afirma que, entre janeiro e setembro, a indústria eletroeletrônica brasileira exportou US$ 4,3 bilhões e importou de US$ 25,2 bilhões.

Nunca é tarde para iniciar uma limpeza dos seus dados (data cleanse) e reorganizá-los de maneira mais eficaz

“Planejar é dirigir olhando pelo retrovisor” – é uma máxima antiga, e que atualmente, caminha para a obsolescência devido, principalmente, ao grande acesso a dados que temos, e que nos ajudam a prever o desenho do túnel até atingirmos nossos objetivos.

A comunicação com consumidores depende essencialmente de conhecê-los, e neste sentido tenho visto diversas empresas empenhadas em construir suas bases de dados proprietários, realizar pesquisas, trackings e monitoramentos. Um pouco menos frequente que coletar os dados é vê-los empregados em ações e decisões executivas, econômicas, de precificação, de comunicação – otimizando resultados e garantindo previsibilidade do cenário – o que faz com que as ações sejam elaboradas em cima de fatos concretos.

Mas, já que coletar dados não é um mistério, e utilizá-los é munir-se de uma ferramenta que nos auxilia de forma consistente, qual a razão para a (ainda) baixa adesão à estes métodos?

Descobriu-se que coletar alguns dados era razoavelmente fácil e barato - mas aos poucos passamos a notar que um grande volume de dados é importante para o negócio, ao passo que é também mais desafiador e custoso fazer com que eles sejam relevantes o suficiente para que gerem os resultados necessários.

E é por isso que falar sobre a qualidade dos dados torna-se uma pauta necessária daqui em diante – toda vez que for necessário munir-se deles para qualquer ação.

Poucas empresas podem argumentar que não estão em algum tipo de jornada de transformação para permanecer relevante, viável e próspera

Em discussões informais, os CIOs, muitas vezes, opinam que a “TI está em todos os tipos de negócios”. Esta ideia de “em todos os negócios” reflete uma macro tendência, prevalente, de que todas as coisas estão sendo digitalizadas. Nunca os CIOs tiveram uma oportunidade tão grande de impactar o negócio e desempenhar uma função estratégica. Mas uma questão permanece: quem conduzirá a empresa pelo solo perturbador da economia digital?

O diretor digital? Acredito que não. Essa é uma posição transitória, com uma missão relativamente de curto prazo de catalisar a adoção da tecnologia digital para interromper a abordagem tradicional de uma empresa de negócios.

Também não seria o diretor de inovação. A inovação é apenas uma avenida que leva ao destino de transformação de negócios. Os CIOs devem se ocupar de gerir o roteiro, não a avenida.

Yep, o papel mais lógico para os CIOs no futuro é ser o líder da transformação digital que a empresa precisa fazer. Uma autoridade de nível executivo que vai dirigir, governar e ser considerado responsável pela estratégia da empresa para transformar o seu modelo de negócio, os produtos e serviços, o envolvimento do cliente, as estruturas de organização interna, plataformas e processos.

Mercado atual pede investimento em tecnologia para assegurar produtividade e competividade (leia-se: sobrevivência corporativa)

O Brasil pós-crise será, com certeza, um país muito mais automatizado. Como afirmar com tanta segurança? Com base em uma avaliação bastante lógica do cenário atual, em que as empresas amargam altíssimos custos, tendo na mão de obra o mais alto deles e na tecnologia uma alternativa para baixa-lo e tornar suas operações mais produtivas e competitivas.

Um país possui quatro pilares de produtividade: infraestrutura e tributação, ambos fundamentalmente controlados pelo poder público, sobre os quais o empresariado não tem qualquer possibilidade de arbitrar; educação, sobre o qual o empresário tem controle limitado, podendo investir no aperfeiçoamento das pessoas que emprega, mas não tendo alcance sobre a educação de base – que, muitas vezes falha, reduz a entrega de profissionais altamente capacitados ao mercado -; e a tecnologia, por fim.

Esta última, o único pilar sobre o qual as empresas têm controle maior, limitado apenas pela capacidade de investimento. Nela reside a alternativa de que tratamos no início do artigo.

Há anos a inflação de salários em todos os setores da economia tem sido alavancada pela escassez de mão-de-obra qualificada. Por outro lado, os altos custos de contratações CLT em paralelo à retração econômica engessam as possibilidades de ampliação das equipes ou mesmo a manutenção dos times já formados nas empresas, gerando um movimento de enxugamento em muitas companhias consolidadas e de contratação a salários baixos nas mais novas.

Para evidenciar isso estão aí, diariamente na mídia, as brigas de sindicatos e entidades da classe trabalhadora com o governo federal e empresas para evitar demissões, pois é conhecida a dificuldade de recontratação no contexto atual. A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,7% em maio, ante 6,4% em abril, a maior taxa para o mês desde 2010 e, segundo análises como do BNP Paribás, deve encerrar o ano em 6,7%, subindo para 8,8% em 2016. Avaliando as diversas variáveis econômicas em jogo, não é de se esperar que esta esfera retorne a um patamar favorável tão cedo.

Precisamos nos dar conta que os desafios que enfrentamos não são pontos de dor da tecnologia, mas pontos de dor globais de negócios

O governo americano revelou recentemente que algumas aeronaves comerciais são vulneráveis a serem hackeadas e remotamente tomadas. O noticiário está repleto de histórias como essa, de geladeiras que enviam e-mails maliciosos para sofisticadas cyber-fraudes a carros sendo hackeados enquanto as pessoas estão dentro deles.

Em novembro do ano passado, hackers invadiram o sistema da rede de material de construção americana Home Depot e expuseram informações de mais de 50 milhões de consumidores, incluindo endereços de e-mail e dados de cartões de crédito. O custo da violação? US$ 43 milhões e 44 ações judiciais. O CEO renunciou, o CIO foi substituído, e a companhia contratou o seu primeiro CISO, Chief Information Security Officer, um executivo dedicado à segurança da informação.

Passou-se de um estado de ataque para um estado de sítio. Atualmente, as companhias enfrentam cyber-ataques a cada dia ou hora. E tudo isso é pouco em comparação ao risco potencial à vida humana de nosso mundo hiperconectado.

Os desafios e as possíveis consequências apenas aumentam, com a ascensão acelerada da Internet das Coisas. Estima-se que haverá 200 bilhões de “coisas” inteligentes no mundo em 2018. Cada uma delas precisará de mecanismos de segurança. Ou seja, precisamos pensar em como dar a elas uma identidade única – o que não é tão fácil quanto dar uma senha a um humano.

Enquanto isso, os criminosos estão ficando cada vez melhores em estruturar ataques bem direcionados e sofisticados.

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