O ano de 2015 foi pródigo na criação de tecnologias disruptivas. A reinvenção das relações do consumidor com produtos e serviços, em alguns casos, e o potencial de revolucionar mercados estabelecidos, em outros, fez o tema da inovação ser amplamente debatido pela sociedade.

“Facilitadoras de processos, essas tecnologias introduzem uma nova conveniência e acessibilidade financeira aos negócios”, observa o economista e empreendedor, Arie Halpern. O executivo listou dez inovações que, na sua opinião, mais romperam padrões no último ano.

1. Carros autônomos – Eles circularam durante 2015 nas estradas de Mountain View, na Califórnia, e nas ruas de Austin, no Texas. O lançamento ainda não é oficial, mas os testes estão avançados. Google, Tesla Motors e Ford travam uma batalha para sair na frente dessa tecnologia que vai revolucionar a indústria automobilística. O lançamento dos veículos projetados para circular sem motorista está sendo prometido para 2020.

2. Uber – A introdução do serviço de compartilhamento de carona teve grande repercussão em alguns países, provocando debates calorosos na sociedade. No Brasil, causou polêmica, pelas manifestações contrárias ao serviço dos motoristas de táxis convencionais. O CEO Travis Kalanick do Uber declarou este ano, em entrevista ao “Wall Street Journal”, a intenção de substituir todos os seus motoristas por carros autônomos. Essa e outras ações demonstraram que o Uber é muito mais do que um aplicativo facilitador, provendo uma verdadeira revolução no setor em que atua.

3. Li-fi – Neste ano, a conexão que promete substituir a rede Wi-fi, iniciou sua fase de testes na Estônia, mostrando que a utilização das ondas de rádios para a troca de dados pode ser muito mais eficaz e rápida. Na capital do país, Tallinn, a tecnologia foi instalada em pontos comerciais e em residências, visando aplicações comerciais em um futuro próximo, já que a inovação está despertando o interesse cada vez maior de investidores.

4. Skate Elétrico – O "hoveboard", veículo individual motorizado, causou sensação em 2015. Lançado nos Estados Unidos e importado para o Brasil, o equipamento tem conquistado cada vez mais usuários, principalmente celebridades mundialmente conhecidas. Com duas rodas e movido a bateria, o skate substitui as caminhadas e insere uma mudança na maneira com que as pessoas se locomovem pelos espaços públicos.

5. Apple Watch – Com o lançamento do relógio digital, que faz as funções de ler notícias, mandar mensagens e organizar compromissos, a Apple introduziu uma nova experiência de usabilidade, ao expandir seu sistema operacional diretamente para o pulso dos usuários.

6. Caminhão transparente – Desenvolvido pela Samsung, o protótipo, destacado pela revista "Time", roda com uma câmera sem fio instalada em seu interior. As imagens, captadas pela câmera, são transmitidas em um telão localizado na parte traseira do caminhão. Dessa forma, os motoristas que circulam atrás deles enxergam o que o caminhoneiro está vendo a partir de um raio de visibilidade maior e conseguem ultrapassar com mais segurança.

7. Blockchain – Não é de hoje que a plataforma blockchain opera como uma espécie de livro contábil de todas as transações feitas embitcoin. Mas, neste ano, a indústria financeira se lançou mais a essa tecnologia, tornando-a uma aliada para além do mundo digital. Um exemplo que merece destaque é o desenvolvimento de um aplicativo blockchain integrado à Microsoft Ethereum com o Azure. Baseado na computação em nuvem, instituições financeiras abraçaram a tecnologia, já que o aplicativo consegue facilitar e baratear a tecnologia de bitcoin para bancos e seguradoras.

8. Óculos holográfico -- Lançado pela Microsoft, o gadget de realidade aumentada transforma qualquer local em um ambiente virtual. A vantagem é que o dispositivo, além de ter uma grande usabilidade nos games, também encontra mercado em outros setores, como o educacional, porque estudantes de medicina, por exemplo, poderão analisar anatomia em uma reprodução tridimensional.

9. Aspirador de oceanos – Criado por um jovem de 19 anos, o Ocean Cleanup Project se propõe limpar o lixo dos mares. O projeto leva uma barragem flutuante ao Oceano Pacífico e utiliza as correntes marítimas para ser bem-sucedido na tarefa. Em fase de teste, os protótipos estão atuando para que em um futuro, o fluxo de lixo descartado nos oceanos não exista mais.

10. Drones – Neste ano, o uso dos drones alcançou patamares inimagináveis: melhorou a produção agrícola, operou em grandes resgates em acidentes, captou imagens desconhecidas e começou a se firmar para fins comerciais. A adesão às aviações não tripuladas foi grande e, para 2016, há um projeto em Ruanda de construção de um “Droneporto”, que ajudará o país a levar suprimentos para as regiões rurais do país.

Fonte: Computer World

O Gartner ligou sua bola de cristal e liberou previsões tecnológicas para 2016. A consultoria listou dez tendências que possuem potencial de influenciar significativamente as organizações em um horizonte de doze meses.

Fatores que denotam o impacto desses conceitos incluem a elevada possibilidade de interferência nos negócios, nos usuários finais ou na TI; a necessidade de grande investimento; ou o risco de ser tarde demais para adotá-lo. Na visão de analistas, essas tecnologias afetam os planos, os programas e as iniciativas das empresas em longo prazo.

As três primeiras apostas do Gartner abordam a fusão dos mundos físico e virtual e o surgimento da malha digital. “Enquanto as organizações se concentram nos mercados digitais, o negócio algorítmico está surgindo – e logo essas relações e interligações definirão o futuro dos negócios”, afirma.

De acordo com a consultoria, no mundo algorítmico, muitas coisas acontecem em um plano em que as pessoas não estão diretamente envolvidas. Isso é possibilitado por máquinas inteligentes, abordadas pelas três tendências seguintes.

As quatro últimas tendências apresentadas se referem à nova realidade de TI, com a arquitetura e a plataforma de tendências necessárias para apoiar os negócios digitais e algorítmico.

1. Malha de dispositivos - O termo ‘malha de dispositivos’ refere-se a um extenso conjunto de pontos utilizados para acessar aplicativos e informações ou para interagir com pessoas, redes sociais, governos e empresas. Ele inclui dispositivos móveis, wearables (tecnologias para vestir), aparelhos eletrônicos de consumo e domésticos, dispositivos automotivos e ambientais – tais como os sensores da Internet das Coisas (IoT).

"O foco está no usuário móvel, que é cercado por uma malha de dispositivos que se estende muito além dos meios tradicionais", diz David Cearley, vice-presidente do Gartner. Segundo ele, embora os dispositivos estejam cada vez mais ligados a sistemas back-end por meio de diversas redes, eles muitas vezes operam isoladamente. Como a malha evolui, esperamos que surjam modelos de conexão para expandir e aprimorar a interação cooperativa entre os dispositivos.

2. Experiência ambiente-usuário - A malha de dispositivos estabelece a base para uma nova experiência de usuário contínua e de ambiente. Locais imersivos, que fornecem realidade virtual e aumentada, possuem potencial significativo, mas são apenas um aspecto da experiência. A vivência ambiente-usuário preserva a continuidade por meio das fronteiras da malha de dispositivos, tempo e espaço. A experiência flui regularmente em um conjunto de dispositivos de deslocamento e canais de interação, misturando ambiente físico, virtual e eletrônico, ao passo que o usuário se move de um lugar para outro.

"Projetar aplicativos móveis continua sendo um importante foco estratégico para a empresa. No entanto, o projeto objetiva fornecer uma experiência que flui e explora diferentes dispositivos, incluindo sensores da Internet das Coisas e objetos comuns, como automóveis, ou mesmo fábricas. Projetar essas experiências avançadas será um grande diferencial para fabricantes independentes de software (ISVs) e empresas similares até 2018", afirma Cearley.

3. Impressão 3D - Os investimentos em impressão 3D (três dimensões) já possibilitaram o uso de uma ampla gama de materiais, incluindo ligas avançadas de níquel, fibra de carbono, vidro, tinta condutora, eletrônicos, materiais farmacêuticos e biológicos. Essas inovações estão impulsionando a demanda do usuário, e as aplicações práticas estão se expandindo para mais setores, incluindo o aeroespacial, médico, automotivo, de energia e militar. A crescente oferta de materiais conduzirá a uma taxa de crescimento anual de 64,1% em carregamentos de impressoras 3D empresariais até 2019. Esses avanços exigirão uma reformulação nos processos de linha de montagem e na cadeia de suprimentos.

"Ao longo dos próximos 20 anos, a impressão 3D terá uma expansão constante dos materiais que podem ser impressos, além do aprimoramento da velocidade com que os itens podem ser copiados e do surgimento de
novos modelos para imprimir e montar peças", estima o analista.

4. Informação de tudo - Tudo na malha digital produz, utiliza e transmite informação. Esses dados vão além da informação textual, de áudio e de vídeo, incluindo informações sensoriais e contextuais. O termo ‘informação de tudo’ aborda essa afluência com estratégias e tecnologias para conectar dados de todas essas diferentes fontes.

A informação sempre existiu em toda parte, mas muitas vezes isolada, incompleta, indisponível ou ininteligível. Os avanços nas ferramentas semânticas, como bancos de dados de gráfico e outras técnicas de análise de classificação e de informação emergente, trarão significado para o dilúvio, muitas vezes caótico, de informações.

5. Aprendizagem avançada de máquina - No aprendizado avançado de máquina, as Redes Neurais Profundas (DNN) movem-se além da computação clássica e da gestão da informação, criando sistemas que podem
aprender a perceber o mundo de forma autônoma.

As múltiplas fontes de dados e a complexidade da informação tornam inviáveis e não rentáveis a classificação e a análise manual. As DNNs automatizam essas tarefas e possibilitam a abordagem de desafios-chave relacionados a tendências.

As DNNs são uma forma avançada de aprendizado de máquina particularmente aplicável a conjuntos de dados grandes e complexos, e fazem equipamentos inteligentes aparentarem ser ‘inteligentes’. Elas permitem que sistemas de hardware ou baseados em software aprendam por si mesmos todos os recursos em seu ambiente, desde os menores detalhes até grandes classes abstratas de conteúdo de varredura.

Essa área está evoluindo rapidamente, e as organizações devem avaliar como aplicar essas tecnologias para obter vantagem competitiva.

6. Agentes e equipamentos autônomos - O aprendizado de máquina dá origem a um espectro de implementações de equipamentos inteligentes – incluindo robôs, veículos, Assistentes Pessoais Virtuais (APV) e assessores inteligentes –, que atuam de forma autônoma ou, pelo menos, semiautônoma. Embora os avanços em máquinas inteligentes físicas, como robôs, chamem a atenção, elas, quando baseadas em software apresentam um retorno mais rápido e impacto mais amplo.

Assistentes Pessoais Virtuais como o Google Now, o Cortana da Microsoft e o Siri da Apple estão se tornando mais inteligentes e são precursores de agentes autônomos. O surgimento da noção de assistência alimenta a experiência usuário-ambiente, no qual um agente autônomo se torna a interface com o usuário principal. Em vez de interagir com menus, formulários e botões em um smartphone, o indivíduo fala com um aplicativo, que é realmente um agente inteligente.

"Ao longo dos próximos cinco anos evoluiremos para um mundo pós-aplicativos, com agentes inteligentes fornecendo ações e interfaces dinâmicas e contextuais. Os líderes de TI devem explorar como usar equipamentos e agentes autônomos para aumentar a atividade, permitindo que as pessoas façam apenas os trabalhos que humanos podem fazer. No entanto, eles devem reconhecer que agentes e equipamentos inteligentes são um fenômeno de longo prazo, que evoluirá continuamente e expandirá seus usos nos próximos 20 anos", projeta o vice-presidente do Gartner.

7. Arquitetura de segurança adaptativa - As complexidades dos negócios digitais e a economia algorítmica, combinadas com uma ‘indústria hacker’ emergente, aumentam significativamente a superfície de ameaça às organizações. Basear-se no perímetro de defesa fundamentado em regras é pouco, especialmente pelo fato de que as empresas exploram muitos serviços baseados em nuvem e Interfaces de Programação de Aplicação (API) abertas para clientes e parceiros de integração com seus sistemas.

Os líderes de TI devem concentrar-se em detectar e responder às ameaças, assim como no bloqueio mais tradicional e em outras medidas para prevenir ataques. A autoproteção de aplicativos e a análise de comportamento de usuários e entidades ajudarão a cumprir a arquitetura de segurança adaptativa.

8. Arquitetura de sistema avançado - A malha digital e as máquinas inteligentes requerem demandas intensas de arquitetura de computação para torná-las viáveis para as organizações. Isso aciona um impulso em arquitetura neuromórfica ultraeficiente e de alta potência. Alimentada por matrizes de Portas Programáveis em Campo (FPGA) como tecnologia subjacente, ela possibilita ganhos significativos, como a execução em velocidades de mais de um teraflop com alta eficiência energética.

"Sistemas construídos em Unidades de Processamento Gráfico (GPU) e FPGAs funcionarão como cérebros humanos, particularmente adequados para serem aplicados à aprendizagem profunda e a outros algoritmos de correspondência de padrão usados pelas máquinas inteligentes. A arquitetura baseada em FPGA possibilitará uma maior distribuição de algoritmos em formatos menores, usando consideravelmente menos energia elétrica na malha de dispositivo e permitindo que as capacidades avançadas de aprendizado da máquina sejam proliferadas nos mais ínfimos pontos finais da Internet das Coisas, tais como residências, carros, relógios de pulso e até mesmo seres humanos", afirma Cearley.

9. Aplicativo de rede e arquitetura de serviço - Designs monolíticos de aplicação linear, como arquitetura de três camadas, estão dando lugar a uma abordagem integrativa de acoplamento mais informal: aplicativos e serviços de arquitetura. Ativada por serviços de aplicativos definidos por software, essa nova abordagem permite desempenho, flexibilidade e agilidade como as da web.

A arquitetura de microsserviços é um padrão emergente para a criação de aplicações distribuídas, que suportam o fornecimento ágil e a implantação escalável tanto no local quanto na cloud. Contêineres estão emergindo como uma tecnologia essencial para permitir o desenvolvimento e a arquitetura de microsserviços ágeis. Levar elementos móveis e de IoT para a arquitetura de aplicativos cria um modelo abrangente para lidar com a escalabilidade em nuvem de back-end e a experiência de malha de dispositivos de front-end.

Equipes de aplicativos devem criar arquiteturas modernas para fornecer utilitários baseados em nuvem que sejam ágeis, flexíveis e dinâmicos, com experiências de usuário também ágeis, flexíveis e dinâmicas abrangendo a malha digital.

10. Plataformas de Internet das Coisas (IoT) - As plataformas de IoT complementam o aplicativo de rede e a arquitetura de serviço. Gerenciamento, segurança, integração e outras tecnologias e padrões da plataforma são um conjunto básico de competências para elementos de criação, gestão e fixação na Internet das Coisas.

Essas plataformas constituem o trabalho que a equipe de TI faz nos bastidores, de um ponto de vista arquitetônico e tecnológico, para tornar a IoT uma realidade. A Internet das Coisas é parte da malha digital, que inclui a experiência do usuário, e o ambiente do mundo emergente e dinâmico das plataformas é o que a torna possível.

"Qualquer empresa que adote a IoT precisará desenvolver uma estratégia de plataforma, porém abordagens incompletas de provedores concorrentes dificultarão sua implementação até 2018", projeta Cearley.

Fonte: Computer World

Um estudo realizado pela empresa SITA - líder mundial em comunicações de transporte aéreo e soluções de TI - junto a executivos de TI de 223 aerportos globais mostra que o investimento do setor em tecnologia está acelerando e que vai fechar 2015 com crescimento de 6,25% sobre 2014, devendo superar esse percentual em 2016.

O levantamento Airport IT Trends Survey, realizado pela SITA em parceria com o Airports Council International (ACI), estima investimentos de US$ 8,7 bilhões em projetos e produtos de TI em 2015 para os aeroportos. Em 2016, os números devem superar 2015, já que 64% dos CIOs entrevistados preveem orçamentos ainda maiores para 2016.

O estudo mostra que a prioridade dos investimentos é para melhorar a experiência e a segurança dos passageiros, já que o crescimento do volume de usuários pressiona a capacidade e infraestrutura dos aeroportos.

Cerca de 73% dos CIOs indicaram o processamento de passageiros uma alta prioridade para o investimento em TI. Além disso, 84% dos aeroportos veem a segurança dos passageiros e do aeroporto como uma prioridade para TI.

TI melhora a experiência do viajante

Matthys Serfontein, vice-presidente de Soluções para Aeroportos da SITA, explica que em 2015 a tecnologia foi reconhecida pelos gestores de aeroportos como um elemento que pode melhorar de fato a experiência dos passageiros.

"Os CIOs dos Aeroportos estão revendo seus orçamentos para incluir tecnologias como beacons, serviços móveis e aumento do autosserviço, para facilitar o processo de passageiros, já que os aeroportos de todo o mundo estão cada vez mais cheios", diz Matthys.

Com 81% dos aeroportos investindo em beacons e outros sensores nos próximos três anos, os passageiros podem esperar uma viagem mais previsível, com funcionalidades que informam o tempo de espera e o caminho para os portões. "A Internet das Coisas está chegando aos aeroportos para que eles se comprometam a servir o viajante conectado através de investimento em tecnologia de sensores”, diz Matthys.

A pesquisa mostra que, em 2018, 80% dos aeroportos usarão beacons para fornecer serviços de busca de direções e 74% para fornecer notificações aos passageiros. Mais de metade dos aeroportos terá sensores em uso em vários pontos do percurso, incluindo o check-in, despacho de bagagem, segurança, tempo de permanência e embarque.

Mobilidade em alta

Serviços móveis também estão em ascensão, com 91% dos aeroportos planejando oferecer um aplicativo para navegar no aeroporto e 83% para as notificações em tempo real sobre informações do dia da viagem, tais como tempos de trânsito ou de filas no terminal.

Em 2015, cerca de duas em cada cinco pessoas vão chegar ao aeroporto com o check-in já realizado, mas para aqueles que não tiverem feito, o quiosque é a melhor opção. Hoje, os quiosques de autosserviço estão presentes em nove em cada dez aeroportos, quase universalmente disponíveis, acima dos 75% em 2014.

Além de fornecer mais quiosques de check-in, os aeroportos têm expandido sua funcionalidade. Hoje, 42% dos aeroportos possuem quiosques que podem imprimir etiquetas de bagagem para ajudar os passageiros a identificar suas próprias malas antes de deixá-las em pontos de despacho. Hoje, assistidos ou não, pontos de despacho de bagagem estão disponíveis em cerca de metade dos aeroportos no mundo.

O uso de dispositivos móveis está começando a se firmar entre funcionários do aeroporto e muitos operadores irão utilizá-los para gerar quantidades crescentes de dados relevantes. Em 2018, mais de 60% dos aeroportos terão implementado o acesso móvel a informações irregulares operacionais (IROPS) para seus empregados. Um movimento que apoiará uma capacidade mais ampla de resposta a problemas.

Aeroportos mais inteligentes

Os resultados gerais da pesquisa deste ano indicam que os operadores aeroportuários estão atentos ao desenvolvimento de aeroportos 'inteligentes' ao longo dos próximos três anos. Eles estão usando sensores para conectar as pessoas e as coisas, e estão aproveitando o poder dos dados para tomar melhores e mais rápidas as decisões, por exemplo, utilizando o processo decisório colaborativo (Collaborative Decision Making – CDM).

Hoje, cerca de um terço dos aeroportos implementa algum tipo de CDM local e 34% têm planos para implantar até o final de 2018. A versão mais avançada, conhecido como A-CDM, em que o aeroporto está conectado à gestão regional do tráfego aéreo, companhia aérea e de outros sistemas, também é esperado para ser implantado em 34% dos aeroportos ao longo dos próximos três anos.

A SITA é líder mundial em comunicações de transporte aéreo e soluções de TI, presente em mais de 400 aeroportos em todo o mundo e com 2.800 clientes em mais de 200 países.

Fonte: Computer World

Fazer um planejamento orçamentário com o clima econômico incerto pode ser difícil, mas não é impossível. A crise é uma oportunidade de as empresas se desacomodarem e buscarem novas alternativas de crescer no mercado, tendo em vista as suas capacidades competitivas. A partir desse pensamento, quais estratégias podem garantir um percentual de crescimento líquido de pelo menos dois dígitos?

A crise deverá se agravar nos próximos meses e também em 2016, com a probabilidade de termos uma maior retração do Produto Interno Bruto. A oscilação do mercado e a alta do dólar, além do aumento do preço nas contas rotineiras do brasileiro como água, telefone e energia, pressionaram a inflação e restringiram o poder de compra do consumidor.

Em contrapartida, as empresas que desejam crescer não podem ser influenciadas com esse tipo de pessimismo macroeconômico. Ainda que estejamos em um ambiente instável, o planejamento orçamentário precisa partir da premissa do copo meio cheio, que significa aproveitar um mercado inóspito e faturar mais neste mesmo mercado.

Partindo do princípio que o seu planejamento deveria estar baseado em um modelo otimista de crescimento, é importante focar na geração de valor em cada elemento de sua cadeia. O modelo de Michael Porter, que categoriza cada processo da empresa em gerador de valor ou de suporte, facilita a avaliação de que é realmente vital e do que pode colaborar mais com a visão de futuro por meio de ligações de setores distintos, identificação de gargalos e quais tem potencial de gerar mais valor em toda a cadeia.

Como consultor, posso afirmar que cerca de 90% da nossa carteira de clientes crescerão dois dígitos reais em faturamento e EBITDA em 2015, com expectativa de manter o crescimento para 2016 – mesmo com a estagnação financeira. E como essas empresas fazem isso? Elas sabem analisar as atividades que geram valor em sua cadeia ao se apoiarem numa metodologia que gera resultados em cada componente do conceito de Michael Porter.

Propomos que empresa crie e avalie os indicadores de valor de cada elo da cadeia de valor e utilize recursos de Inteligência de Negócios (Business Intelligence) para , de maneira efetiva ( eficiência + eficácia) saber onde há oportunidades de melhorias, onde reduzir ineficiências inerentes de cada elo, onde aumentar a produtividade interna e onde explorar novas oportunidades de geração de valor.

A chamada Inteligência de Negócios (BI), que não é um tema da área de TI e sim de negócios, oferece subsídios para um melhor processo de gestão e tomada de decisão. Com o BI, é possível analisar comportamentos, incidentes, pontos cegos e o lado escuro dos indicadores (quando um indicador se apresenta positivo e há escondido na massa de informações que formaram este indicador ineficiências ou não positividade que prejudicarão o futuro).

As dicas podem ser aplicadas em qualquer modelo de negócio e as tecnologias podem ser encontradas com valores acessíveis ou até gratuitos. Ao investir nesses recursos, não deixe de acompanhar todos os processos, desde a coleta de dados, análise, gestão até a aplicação final no ambiente de trabalho.

Sair da zona de conforto significa ser melhor, significa aproveitar um mercado que não se está aproveitando e faturar mais neste mesmo mercado, onde o principal indicador se demonstra negativo (lembre-se do lado escuro de um indicador). Para isso, o planejamento precisa partir do que a empresa faz (ou poderia fazer), quais são as atividades principais de geração de valor e fator crítico para se sair bem sucedida.

Planejamento baseado em pessimismo macroeconômico reduz custo e resultado. Existem oportunidades internas e externas, aliás, a crise tem demonstrado ser uma ótima aliada no corte de “gorduras” empresariais e aprimoramento de processos, além de tornar a companhia mais produtiva ao retirar o empresário da zona de conforto.

*Allan Pires é CEO da multinacional dinamarquesa Targit e consultor da PA Latinoamericana.

Fonte: Computer World

A segunda edição do estudo Changes of Tomorrow, patrocinado pela escola Hyper Island, coletou palpites de cem diferentes profissionais.

O que será do futuro com a interferência cada vez maior da tecnologia no dia a dia? A segunda edição do estudo Changes Of Tomorrow, promovido pela escola de inovação Hyper Island, foi buscar os palpites de 100 inovadores globais, líderes de mercado em diferentes áreas do conhecimento e economia, para identificar as tendências mais importantes para os próximos três anos.

Na lista de itens que poderão transformar drasticamente a sociedade, impactar os negócios e influenciar o comportamento humano, a Hyper Island incluiu cinco tendências na área de tecnologia: inteligência artificial, realidade virtual, monitoramento da saúde, desaparecimento da tecnologia e tecnologia com propósito.

O estudo aponta que a próxima década vai protagonizar a multiplicação da Inteligência Artificial (AI, artificial intelligence), permitindo aos humanos tomarem decisões mais rápidas e inteligente com ajuda de algoritmos inteligentes que vão automatizar tarefas cognitivas.

Outro impacto da tecnologia na vida das pessoas é a migração da realidade misturada para a realidade virtual de fato – na prática, a simulação do mundo físico através da realidade virtual se tornará mais comum e bem resolvida porque estará aberta a pequenos desenvolvedores e à experiência dos sensores, que irão oferecer experiências melhores, como provar roupas online e desenhar o futuro carro.

O uso da tecnologia na saúde se tornará mainstream, garantem os experts ouvidos pelo Changes of Tomorrow. A análise de dados pessoais será comum através de dispositivos que capturam dados de saúde como os batimentos cardíacos e níveis de glicose no sangue.

Outra interessante tendência do estudo é o fênomeno do “desaparecimento da tecnologia”, que acontece simplesmente por ela estar presente integralmente em nosso dia a dia. Por exemplo, a interação com a tecnologia através de telas será substituída por interações invisíveis com paredes e outras superfícies do ambiente.

A quinta e última tendência é da tecnologia guiada por propósitos. Embora o mundo continue sendo dirigido pelas vendas e lucros, há uma abundância de formas de comunicação e tecnologias, o que faz as pessoas preferirem se engajar com marcas que atendam a uma necessidade muito específica ou representem um propósito maior, como o da qualidade do produto ou serviço.

O estudo completo com mais insights sobre o futuro da humanidade pode ser visto e baixado no site http://changes-of-tomorrow.hyperisland.com/

A Hyper Island é uma escola global de negócios, criatividade e inovação que também presta serviços de consultoria.dedicados a capacitar pessoas e organizações a se tornarem mais competitivas diante da evolução digital. Fundada na Suécia, em 1996, a Hyper Island hoje tem escritórios nos Estados Unidos, Cingapura, Reino Unido e Brasil e já atendeu mais de 20 mil alunos oriundos de mais de 40 países.

Fonte: Computer World

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