Segundo MCTI, Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão para o fundo. Primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016

Os países que compõem o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) fecharam um acordo nessa semana para para criar um fundo de R$ 24 milhões para financiar projetos conjuntos de pesquisa científica.

Segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil contribuirá com R$ 1,2 milhão.

A primeira chamada multilateral deve ser lançada em abril de 2016 e terá a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para Celso Pansera, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, a decisão está alinhada com a agenda "ousada" que deve ser adotada neste ano para os acordos de cooperação internacional em CT&I.

"Nós queremos imprimir uma agenda muito ousada e bastante pretensiosa, uma agenda externa vigorosa do ministério ao longo de 2016, buscando recursos no exterior, com diversos parceiros", disse o ministro.

Pesquisa da F5 Networks mostra que modelo que mescla nuvens públicas e privadas é o novo normal

Para ganhar flexibilidade e reduzir custos, a maioria das empresas está migrando para um ambiente de nuvem híbrida, segundo os resultados de sua segunda pesquisa anual sobre tendências em entrega de aplicações em ambiente distribuído da F5 Networks. Entre os mais de 3 mil respondentes, alguns deles do Brasil, 81% pretendem migrar operações para soluções de nuvem híbridas em 2016.

Um em cada cinco entrevistados planejam migrar mais de metade das suas aplicações para a nuvem, mantendo o restante on-premise. Apena um sexto dos entrevistados citou a segurança dos dados e o desempenho dos aplicativos como desafios nuvem híbrida.

"Estamos vendo o início de uma nova tendência, com um crescimento no número de organizações mostrando interesse na implantação aplições de gestão "como serviço". As aplicações mais prováveis de vermos implantadas como serviços gerencidaos na nuvem são as de segurança e proteção, como aquelasrelacionadas com proteção de ataques distribuídos de negação de serviço (32%), anti-spam (29%, e DNSSEC (27%).

DevOps e SDN

Os pesquisadores pediram aos entrevistados para identificar quais tendências emergentes eles serão estrategicamente importantes para a sua organizações nos próximos dois a cinco anos.

Devido a DevOps e SDN permitirem automação e orquestração, ambos são vistos como fatores chaves para reduzir custos operacionais e melhorar o time-to-market.

No geral, 37% dos entrevistados disseram que SDN será estrategicamente importante para suas organizações nos próximos dois a cinco anos.E apenas 17% disseram o mesmo do DevOps, embora 67% deles já estejam usando uma ou duas ferramentas DevOps para ajudá-los a automatizar e orquestrar o processo de configuração, implantação e dimensionamento e aplicações servidores.

Os pesquisadores estavam interessados em compreender também as correlações entre SDN e DevOps com as nuvem privadas e públicas. Dos 43% dos participantes que vêem as nuvens privadas como estrategicamente importantes, 23% também acreditam que DevOps é significativo, e quase o dobro (44%) dizem o mesmo sobre SDN. Em contrapartida, entre os 34% que disseram que as nuvens públicas são estrategicamente importantes, apenas 12% acreditam que DevOps também é, e 54% no caso das SDN.

O relatório destaca ainda que mais de dez aplicações de missão crítica suportam os negócios de mais de 50% das empresas entrevistadas. Os profissionais de TI reconhecem que aplicações lentas, não responsivas e inseguras podem ter um substancial impacto negativo sobre a receita e as operações da empresa usuária.

Além disso, a maioria dos profissionais de segurança que se mostram mais confiantes em sua capacidade de repelir ataques trabalha para proteger pessoas (usuários e clientes finais), solicitações e respostas. Na visão da maioria dos entrevistados, esses são os pontos críticos, onde os dados podem ser mais facilmente comprometidos.

Diretor da Ciena apresenta previsões sobre temas que terão destaque em 2016, como virtualização de rede e interconexão de data centers

Ao viramos a página de um ano importante como o de 2015 e movermos nosso foco para 2016, fica evidente que com a dinâmica em escala Web e o fato de que mais e mais tipos de aplicações e empresas dependem das redes para entregar serviços e experiências sob demanda, as operadoras precisam agir.

1. O software terá um papel ainda mais importante nas redes corporativas de telecomunicações

No topo da agenda deste ano estará o crescente papel do software nas redes de telecomunicações. As empresas e operadoras latino-americanas buscarão cada vez mais no software o auxílio para aprovisionar, gerir e configurar suas redes. Esperamos que a região passe pela fase de descoberta das tecnologias de SDN e NFV para a fase de avaliação e, em alguns casos, de implantação pontual. As operadoras utilizarão ainda a orquestração como um complemento da SDN/NFV para gerir e aprovisionar de forma mais rápida vários domínios, e uma combinação de dispositivos de rede físicos e virtuais. A orquestração permitirá ainda que as operadoras migrem com mais elegância para redes virtualizadas e sob demanda.

2. A interconexão de data centers continuará crescendo

Como empresas e consumidores continuam virtualizando seus aplicativos e recursos de rede, veremos um aumento na construção de data centers na região, uma vez que o conteúdo precisa estar próximo do usuário – especialmente para as aplicações sensíveis à latência. Isso alavancará a demanda dos operadores por sistemas empilháveis de interconexão de data centers (DCI) que surgiram no mercado em 2015. De acordo com a Ovum, entre 2014 e 2019, os investimentos em DCI crescerão na América Latina a uma taxa composta anual de 9%. Estes sistemas usam recursos tanto de hardware como de software para permitir uma implantação simples, maximizar a capacidade por rack e fibra e aprovisionar os atuais ambientes de data centers em escala web.

3. Começará a adoção de 200G

Apesar de toda a empolgação em torno de uma maior agilidade de rede, o número de implantações em busca de mais capacidade começará a crescer em 2016, nos lembrando que estes dois elementos andam de mãos dadas. Como os usuários finais estão utilizando cada vez mais aplicações em nuvem, demandando mais largura de banda, as operadoras irão tomar medidas para aumentar a capacidade da rede e, ao mesmo tempo, buscarão novas maneiras de rentabilizar sua infraestrutura. Portanto, podemos esperar que a velocidade de 200G comece a ser adotada na região. Além disso, as operadoras acrescentarão mais inteligência na forma de aplicativos de rede habilitados por controladoras SDN. Além disso, o hardware programável permitirá que as operadoras ajustem dinamicamente a rede para se adaptarem às novas exigências de largura de banda.

4. As operadoras precisam ter uma abordagem holística para a segurança

A atual abordagem de segurança em múltiplas camadas ainda pode melhorar. Da mesma forma que um castelo está protegido primeiro por um fosso, depois por muralhas e salas para proteger os governantes e suas riquezas, as empresas utilizam firewalls, detecção e prevenção contra invasão, identificação e gerenciamento de acesso, gestão unificada de ameaças e outras táticas para proteger os dados dos usuários. Porém, e os soldados que estão em campo? Como protegê-los? Em 2016, veremos os tomadores de decisões das áreas de segurança e rede adotando medidas mais ousadas para a segurança dos pacotes enquanto estão sendo transportados e já na camada óptica, armando as organizações com uma defesa verdadeiramente holística para dados armazenados ou em trânsito. Com técnicas avançadas de criptografia óptica, tanto as empresas como as operadoras poderão adicionar uma camada extra de proteção à transmissão das informações em todas as redes, do ponto A ao B.

Hardware inovador, realidade aumentada, código aberto; companhia está mais ousada e mais forte do que vinha sendo nos últimos anos

Não é sempre que a Microsoft é a empresa para se prestar atenção em determinado ano. Mas em 2016, definitivamente, será.

O CEO Satya Nadella e sua equipe têm abalado as coisas, surpreendendo os clientes com bons produtos, um movimento contínuo em direção à nuvem, adesão ao código aberto, e uma vontade forte de levantar-se a favor da defesa da privacidade dos usuários diante da pressão dos governos por maios segurança.

Além disso, temos que reconhecer um sucesso nascido nos velhos tempos de Steve Ballmer: o Windows 10. Ter raízes no mundo PC é problemático, para dizer o mínimo, mas o Surface Book é (surpresa ) um produto interessante que mostra que a empresa está repensando a velha escola, na medida do possível. Até mesmo inspirando - ou pode ser superando - a Apple, com o mais novo Surface, o Pro.

Existem ainda grandes desafios, e a maioria deles está no mundo mobile. A compra mal feita da Nokia custou bilhões, e pior, mostrou-se incapaz de desenvolver uma estratégia móvel coerente anos depois. Algo imperativo hoje.

O balanço geral, no entanto, é definitivamente favorável à Microsoft. Algo que dificilmente poderia ser dito há alguns anos. Wall Street fez um monte de previsões ruins sobre empresas de tecnologia, mas está projetando uma performance (preço-lucro) melhor para a Microsoft, no futuro, que a da Apple.

Batendo os fabricantes de PC em seu próprio jogo

Execução sem falhas é algo que poucas empresas conseguem, e a Microsoft não é exceção. Tanto o Windows 10 quanto o Surface Book têm problemas que não podem ser ignorados. Mas ao contrário do Windows Vista ou do Windows 8, os atuais problemas do Windows 10 são solucionáveis. O mesmo pode ser dito do Surface Book.

A Microsoft entrou no mercado de hardware há alguns anos, quando ficou claro que nenhum dos fabricantes de PCs estava disposto a produzir um tablet decente rodando Windows. O Surface original, especialmente a versão RT, era estranho e quase inúti. Não foi bem aceito - falando francamente, custou à empresa um prejuízo contábil de 900 milhões de dólares.

Agora compare-o com o novo Surface Pro 4. O novo tablet é alimentado pelo novo processador Skylake, da Intel, para o qual a Microsoft reformulou todo sistema de distribuição de calor, pertindo que os chips atinjam velocidade máxima, para que possam suportar com louvor as aplicações mais exigentes.

Confira tendências e suas implicações para os líderes de negócios, além de recomendações sobre como se preparar para maximizá-las

Em 2016, à medida que a corrida para a transformação digital avançar, começaremos a ver alguns líderes se distanciarem dos demais ao definirem um ritmo mais forte impulsionado por cinco ingredientes essenciais: o profundo entendimento sobre disrupção digital; a arte e a ciência de oferecer melhor experiência para o cliente; a próxima onda de tecnologias de ativação; o domínio sobre serviços digitais; e a inovação constante, da ideia até a execução.

A seguir, apresento cinco tendências de negócios digitais que espero que modelem 2016, suas implicações para os líderes de negócios e de tecnologia, além de recomendações sobre como se preparar para maximizá-las.

1. A disrupção digital registra atividades sísmicas fortes e frequentes

Em 2016, veremos disrupções digitais na forma de novos e inovadores modelos de negócios, processos e produtos à medida que os serviços entrarem no mercado com força total. Da mesma forma como ocorre em um evento sísmico, a atividade nos mercados se tornará cada vez mais forte e mais frequente com serviços cada vez mais digitais, com novas e convincentes propostas de valor.

As empresas com profundo e intuitivo entendimento sobre como, onde e quando criar disrupções de negócios sairão à frente na preferência dos usuários, enquanto aquelas que não fizeram uma pesquisa de estratégia com antecedência terão resultados menores. Algumas das disrupções tecnológicas em 2016 podem inclusive ser negativas, conforme evidenciado por algumas das respostas da pesquisa da Computerwold realizada com 182 CIOs e especialistas em tecnologia.

Recomendações: Quando se trata de disrupção, visualize além das definições ou abordagens de um único especialista em gestão e explore o conjunto completo de opções estratégicas disponíveis para sua organização.

O entendimento de como o negócio digital rompe as cinco forças de competência da indústria pode auxiliar. Considere uma estratégia multidimensional com medidas defensivas e ofensivas, com iniciativas disruptivas em relação ao modelo de negócio e à indústria, detalhadas em processos, produtos e serviços.

2. Um verdadeiro entendimento da experiência digital do cliente começa com uma separação entre ganhadores e perdedores

Muitas empresas especializadas em análises de mercado destacam a importância de uma verdadeira obsessão no que diz respeito à experiência do cliente. As organizações que entendem verdadeiramente o escopo completo desta experiência estarão à frente daquelas cujo foco limite-se a alguns poucos aspectos desta trajetória, como o suporte omnichannel ou um design elegante. O escopo inteiro da experiência do cliente incorporará um conjunto abundante de elementos de geração de valor, comprometimento, simplicidade, pontualidade, acessibilidade, personalização, contextualização, inteligência, antecipação, compartilhamento, capacidade de ouvir, de oferecer informações, análise, recomendações, segurança, educação e consentimento.

Recomendações: Estude o escopo completo sobre o que é importante para os seus clientes e use isso para orientar seus produtos e serviços pela jornada digital - e física - do seu cliente e seus pontos de contato com a sua empresa. Um ponto de partida é olhar para a declaração dos direitos da experiência do cliente digital e a adequar para a sua indústria.

Além disso, ao criar serviços para seus clientes, certifique-se de usar tanto dados implícitos (ou seja, aqueles que você pode deduzir sobre o comportamento, localização, contexto e história) quanto explícitos (ou seja, o que comentam sobre suas preferências, necessidades e interesses) para entregar uma experiência ao cliente altamente personalizada e contextualizada.

3. A nova plataforma de negócios digitais estimulará o renascimento da arquitetura

Com oito tecnologias-chave constituindo a futura plataforma para negócios digitais, a arquitetura se tornará um recurso chave para reunir as informações e dimensionar as iniciativas da empresa. A nova plataforma será impulsionada por tecnologias SMAC (Social, Mobile, Analytics e Cloud) junto com pessoas e contextos, automatização inteligente, Internet das Coisas e, obviamente, uma robusta segurança cibernética.

A automatização inteligente, incluindo robôs físicos e agentes de software virtuais, ganhará terreno em 2016 e experimentará um nível similar de atenção como o da IoT em 2015, e o Big Data am anos anteriores. Com mais iniciativas para implementação em escala, a automatização se tornará vital para gerenciar custos e melhorar operações, não apenas no Data Center, como por meio de serviços orientados ao cliente, espaços de trabalho colaborativos e processos empresariais.

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