Sem o mínimo de investimento e controle de segurança dos dados, qualquer governo ou empresa estará suscetível a ataques

Até onde governos e empresas se preocupam com a privacidade de nossas informações? Até onde eles deveriam se preocupar em manter esses dados seguros e se responsabilizar caso algo aconteça?

Nos últimos dias, os dados pessoais de mais de 50 milhões de cidadãos turcos foram expostos na internet por um ativista chamado Thomas White, mais conhecido no Twitter como @CthulhuSec. Em seu site, White informa que a base hackeada foi a do cadastro nacional da polícia turca, porém algumas fontes externas dizem que a base hackeada na verdade seria a do cadastro eleitoral turco de 2009.

Independente de qual seja a origem destes dados, este vazamento de informação nos traz uma séria reflexão: a privacidade e segurança dos nossos dados; questionando até onde as autoridades tomam as medidas necessárias para manter a privacidade de nossas informações pessoais e quais seriam os controles de segurança efetivos implementados para tal proteção.

De acordo com o White, o governo turco já sabia das falhas de segurança em seu sistema e as providências tomadas não foram suficientes para impedir o vazamento das informações, como por exemplo:

• Criptografia fraca

• Utilização de senhas dentro do código de programação

• Estrutura de banco desorganizada e não indexada

Não sabemos ainda quais serão as reais consequências do vazamento para a população turca, que podem ser muitas, tais como falsidade ideológica, falsificações de documentos particulares e até mesmo compras ou empréstimos indevidos. Em qualquer uma das situações, os desdobramentos podem ser ainda piores.

É importante lembrar que é possível crescer em momentos como o que estamos vivendo. Basta acreditar e mergulhar de cabeça, certo?

Eu sei… ninguém está comprando nada! A crise está atrapalhando nossos negócios! O momento está muito complicado para fecharmos novos contratos! Os clientes estão postergando as decisões. Os consumidores, por conseguinte, estão segurando mais o dinheiro.

Você também deve usar alguma frase como estas para explicar o não cumprimento de metas ou o baixo crescimento das vendas. Até mesmo as consultorias, integradoras, revendas e fornecedores de software estão sofrendo com os efeitos da crise.

Mas é importante lembrar que é possível crescer em momentos como o que estamos vivendo. Basta acreditar e mergulhar de cabeça, certo? Quem dera fosse simples assim. Ter sucesso em um ambiente hipercompetitivo e em um mercado complexo exige muito mais do que motivação e esperança.

Uma pesquisa realizada por Chet Holmes, considerado um dos maiores especialistas em crescimento de negócios nos Estados Unidos, indica que apenas 3% das pessoas estão comprando algo, 7% consideram a possibilidade de compra e as outras 90% não estão interessadas em comprar. Em tempos de crise, o percentual dos que não querem comprar pode até ser maior.

Justamente por isso, uma técnica denominada Solution Selling tornou-se tão importante. Incrivelmente, ela nasceu na década de 1970, mas passou a ser aplicada em escala a partir de 1982, nas grandes corporações do setor de tecnologia.

O método parte da premissa de que se algum comprador te pediu uma proposta é porque você é o “plano B”. Ou seja, você será usado para justificar a contratação de outro fornecedor, caso seu preço seja superior, ou será usado para barganhar descontos deste outro escolhido.

O raciocínio é o seguinte. As pessoas só mudam pela dor, pelo menos a maioria absoluta delas. No caso de empresas, dor significa algum assunto crítico de negócios: perda de lucratividade, redução de vendas, aumento de custos, perda de participação no mercado etc. Então, se as pessoas já compreenderam sua “dor” é porque alguém as tirou do estado “latente”. Ou seja, mostrou a dor e o analgésico ou cura.

Profissionais nos Estados Unidos receberão aumento médio de 3,1% esse ano. Veja as especialidades que avançarão acima da média

Dados do departamento de estatística do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos trazem um panorama animador para os profissionais de tecnologia da informação. Segundo o órgão, os empregos no setor cresceram 3,1% em 2015. Além disso, uma pesquisa da Computerworld EUA revelou que 44% dos gerentes de TI pretendem ampliar sua equipe nos próximos meses.

Os salários também serão maiores esse ano. O estudo revelou que a média dos vencimentos dos trabalhadores norte-americanos da área deve crescer 3,9% pelas terras de Barack Obama. Esse seria o maior avanço nos pagamentos do segmento desde 2001.

Outros analistas da indústria revelam percentuais semelhantes. A companhia de pesquisa de mercado Foote Partners indica um incremento adicional superior a 3,3% nos salários de profissionais com conhecimentos e certificações específicas. Já a Robert Half prevê um avanço de 5,3% nos vencimentos de trabalhadores de tecnologia em 2016.

Esses aumentos serão maiores em determinadas disciplinas e funções. “A competição em habilidades de alguns nichos puxará alguns salários para cima”, reforçou Tim Herbert, vice-presidente de inteligência de mercado da CompTIA.

Com base na lista da Computerworld EUA, apresentamos a seguir as especialidades em TI que terão os salários mais valorizados ao longo desse ano.

Gigante afirma que a computação em nuvem será a plataforma que habilitará a massificação da inteligência artificial

O Google compartilhou sua visão sobre o futuro da computação em nuvem nessa quarta-feira. De acordo com a gigante de buscas, a próxima geração da cloud computing terá padrões mais elevados de segurança, será recheado de recursos de inteligência artificial e permitirá integração mais simples entre ambientes públicos e privados.

O conceito de compra de tecnologia sob demanda como serviço, que começou a ser moldado a partir de temas de colocation e virtualização de servidores em data center, atingiu um contexto onde o gerenciamento, configuração e manutenção passou a ser mais automatizado. Isso, porém nunca foi simples para as companhias – o que deve mudar a partir de agora.

A ideia da empresa é que o futuro será cada vez mais simples, até atingir um contexto de total abstração da camada de infraestrutura, para os usuários, que não precisarão se preocupar mais com aspectos técnicos dos serviços que contrata.

“Vivemos um ponto de inflexão. As empresas apenas começam a adotar o modelo de nuvem pública. No futuro, praticamente tudo será feito na nuvem, porque, além de mais simples, será mais eficiente”, enfatizou Sundar Pichai, CEO da provedora.

A companhia investiu pesado para fortalecer suas ferramentas. A Alphabet, grupo criado para abrigar as diversas divisões de negócio do Google, canalizou US$ 9,9 bilhões em recursos, ao longo de 2015, para reforçar suas linhas de produtos. Grande parte desse dinheiro se direcionou a ofertas de cloud.

Eric Schmidt, CEO da Alphabet, afirmou que a companhia trabalha para construir a próxima geração da nuvem, que será a plataforma que impulsionará aplicações de aprendizado de máquinas. O executivo sinalizou que uma nova arquitetura está surgindo. Na sua visão, a próxima revolução virá a partir das conexões (cada vez mais comuns) entre recursos de crowdsourcing e inteligência artificial.

Além disso, há um outro componente importante na estratégia da companhia. “Segurança. Não há como fugir disso”, resumiu Diane Greene, fundadora da VMware, que assumiu a vice-presidência do Google em dezembro de 2015. A ideia é que temas como proteção, mitigação de riscos, resposta a ameaças e compliance passem por uma onda de automação, com uma abordagem mais profunda e abrangente.

Ela reforçou a ideia de que a nuvem da companhia entrega um bom desempenho por um custo adequado, riscos reduzidos e acesso à inovação contínua. O plano contempla manter esses focos estratégicos na evolução da oferta.

Futuro exponencial

O Google projeta que o futuro da nuvem será influenciado por um volume de transformações tecnológicas jamais vistas na história da indústria. A pressão pela inovação em produto tem puxado os provedores de TI a repensarem praticamente tudo na infraestrutura computacional.

Executivos separaram as cinco perguntas que consideram as mais importantes para pensar o futuro da tecnologia da informação

O mundo dos negócios passa por um período interessante. Cada vez mais, as tecnologias da informação ganham espaço no quotidiano das pessoas. Com base nisso, as empresas tentam se adaptar a esse cenário emergente. A seguir, separamos cinco perguntas que todo líder deveria se fazer sobre o futuro da TI.

Transição e trajetória: o que é mais importante?

Em tecnologia, é muito importante distinguir entre as narrativas de trajetória e a realidade das transições: a Lei de Moore e a Teoria das Mudanças Aceleradas são histórias de trajetória; o virtual desaparecimento da Nokia na área de consumo é um caso de transição.

A empresa era líder em um mercado de massa (aparelhos celulares), com 60% de market share. O mercado de telefones para consumidor era caracterizado por altos custos fixados e retornos para ser dimensionado -- além de ser altamente regulado, globalizado e complexo. Mesmo assim, em menos de cinco anos a indústria foi dominada por um competidor com nenhuma experiência em telefones.

A Nokia não se fez as perguntas certas a respeito do futuro. Seus líderes compreendiam trajetórias tecnológicas, mas ignoravam as transições.

O que podemos aprender com o Google Glass?

Durante o frenesi da bolha da internet, estrategistas ouviram que se iniciava um novo padrão, ao qual nenhuma das antigas regras se aplicava. Acabou que alguns desses padrões permaneceram, um deles toca o ciclo de adoção associado aos produtos tecnológicos.

Historicamente, a maior parte das inovações tecnológicas nasce em mercados verticais. Como exemplo, os especialistas citam aparelhos de gravação de vídeo, que tiveram seu protótipo e refinamento testados em setores específicos antes de serem oferecidos ao público.

Vamos pegar agora o exemplo do Google Glass, que inicialmente foi direcionado aos consumidores finais a um preço (US$ 1,5 mil) mais indicado ao mercado corporativo. “Enquanto o Google brincava com o Glass, a Apple desenvolveu a extensão perfeita para os smartphones em forma de relógio”, expõe Tim Bajarin, analista do Vale do Silício.

Pensando assim, ao olhar para o futuro é importante se perguntar o que não fazer na hora de criar um produto para o consumidor final.

Compramos produtos e serviços para quê?

É consenso que 95% dos produtos novos falham. Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, acredita que a taxa de fracasso pode ser reduzida de forma significativa se as equipes de desenvolvimento de produtos e serviços passarem a encará-los como uma maneira de se realizar um trabalho. Nas palavras do professor: “Nós contratamos produtos para fazerem coisas por nós”.

Christensen sugere o abandono das questões de segmentação do mercado, passando a adotar perguntas como “quais funções podem ser feitas?”.

Ter entre 18 e 35 anos com um diploma universitário não significa que você comprará um serviço, explica Christensen. “Isso pode ter ligação com a decisão, mas não é a causa. Nós criamos essa nova ideia porque queríamos entender o que realmente nos leva a comprar um produto, não os fatores secundários. Percebemos que o mecanismo causal por trás de uma aquisição é ‘Tenho um trabalho a fazer’. Acaba que ela é realmente eficiente em permitir a uma empresa que desenvolva produtos que as pessoas querem de fato comprar”.

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