O valor real do Big Data reside na análise e interpretação humana, e não na imensidão de dados históricos registrados em computadores

Uma série de artigos e relatórios recentes nos têm levado a acreditar que o "Big Data" está cheio de respostas ‘mágicas’, mas o real diferencial está em encontrar profissionais que interpretem os dados e criem um processo para traduzir quantidades realistas dos mesmos em ações acionáveis para o negócio.

Com o que o Big Data se parece?

Vamos começar com a pergunta: o “Big Data” se parece com o quê? Muitas pessoas imaginam o “Big Data” como sendo a maior planilha do mundo, com linhas infinitas e colunas preenchidas por grandes números. Em alguns casos isso é verdade. Os dados podem ser muito bem mantidos e organizados de forma numérica. Mas uma grande quantidade de big data é menos organizada e se parece mais com isso:

Para um ser humano que assistiu TV no início dos anos 80 esta mensagem de texto é imediatamente compreendida e bastante divertida. Na verdade, é uma forma híbrida emoji-SMS da música tema da abertura do Show do Bozo.

No caso de um computador, esta informação é mais difícil de ser compreendida. Computadores podem identificar com precisão padrões complexos de significância estatística que muitas vezes iludem os seres humanos, mas muitas vezes não conseguem entender nuances implícitas, padrões de diferentes fontes e, consequentemente, não identificam imediatamente coisas como a música mencionada acima.

Já os seres humanos são mais curiosos, fazem melhores perguntas e combinam dados aparentemente não relacionados para obterem percepções sobre um todo. Também são muito melhores na compreensão de mensagens ocultas na linguagem.

É por isso que, muito frequentemente, o valor real do Big Data reside na análise e interpretação humana, e não na imensidão de dados históricos registrados em computadores. Colocamos o Big Data (B e D maiúsculos) em um patamar mais elevado, mas se as empresas querem lucrar com isso, não devem investir em mais de um Iotabyte de dados, mas em analistas de dados.

O processo de adoção da tecnologia tem dinâmica própria. Começa por uma minoria de consumidores que pagam para ser os primeiros

O pobre grego Korriscosso, personagem do escritor Eça de Queiroz num de seus contos, vive em Londres como garçom de um hotel. Está apaixonado por Fanny, a moça encarregada da limpeza, mas ela não lhe dá bola. Não vê nele nada de interessante. E, no entanto, ele certamente poderia encantá-la, se conseguisse mostrar o grande poeta lírico que é. “Mas Korriscosso só pode escrever as suas elegias na sua língua materna… E Fanny não compreende grego…”, então, conclui Eça, “Korriscosso é só um grande homem – em grego…”.

Ouvi essa história de um amigo português que gosta de colorir nossas conversas sobre inovações e disrupturas com citações literárias – de preferência, claro, de autores portugueses. E, de fato, a anedota contada por Eça de Queiroz serve muito bem para ressaltar uma questão que merece atenção no planejamento estratégico de quem investe em inovação.

Se transpusermos a história para o mundo dos negócios, Fanny é o consumidor a ser conquistado. Nem sabemos se ela gosta de poesia. Mas em nossos cálculos, em busca de um negócio disruptivo, chegamos à conclusão de que há boa chance de que ela venha a gostar. Analisamos o mercado e vimos que praticamente só se consume literatura em prosa. Nosso plano é comer esse mercado pelas bordas e conquistar um nicho que está fora do radar da concorrência.

Tudo OK, a oportunidade de mercado parece real. Quanto ao produto, estamos seguros de que tem qualidade e oferece algo diferente, a velha poesia em uma nova embalagem. Acreditamos que em relação à prosa, a poesia tem algumas vantagens. É um produto que usa menos palavras, o texto é concentrado, o sabor é mais intenso etc. etc. Além disso, o custo de produção é menor e temos os melhores fornecedores.

Até aí, cumpriu-se o roteiro básico para o sucesso de uma inovação: produto oferece benefícios reais, tem diferenciais competitivos, boa relação qualidade-custo, é difícil de copiar e existe mercado. Pois bem, todo esse conjunto pode dar em nada se a empresa for vítima da síndrome do nosso poeta grego. Ou seja, se não conseguir fazer com que todo esse valor seja percebido pelo consumidor.

IDC aponta que o mercado latino-americano de Cloud Computing crescerá a taxas superiores às verificadas nas demais regiões do mundo

O ano de 2016 será o da nuvem corporativa. Já passamos a etapa de adaptação e as empresas já estão mais familiarizadas com o conceito, entendendo a importância de hospedar seus dados em um data center virtual.

Segundo recente relatório da consultoria IDC, o mercado latino-americano de Cloud Computing crescerá a taxas superiores às verificadas nas demais regiões do mundo. O estudo indica que, hoje, 80% das organizações adotam recursos em nuvem e que apenas 8% não têm interesse no conceito. Ou seja: a nuvem estabeleceu níveis consideráveis de maturidade no mercado.

No Brasil, o cenário é ainda mais alvissareiro. Aparecemos em oitavo lugar no ranking da Asia Cloud Computing Association (ACCA) entre as nações que oferecem melhores condições para a oferta de computação em nuvem. Só estamos atrás de países como Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Alemanha, Reino Unido, Austrália Japão e Estados Unidos.

O ranking leva em consideração questões fundamentais como conectividade internacional, qualidade da banda larga, disponibilidade e sustentabilidade de energia elétrica, risco a data centers, privacidade, ambiente regulatório, proteção à propriedade intelectual, sofisticação dos negócios, liberdade de informação e, claro, ciberseguranca.

IDC aponta que o mercado latino-americano de Cloud Computing crescerá a taxas superiores às verificadas nas demais regiões do mundo

O ano de 2016 será o da nuvem corporativa. Já passamos a etapa de adaptação e as empresas já estão mais familiarizadas com o conceito, entendendo a importância de hospedar seus dados em um data center virtual.

Segundo recente relatório da consultoria IDC, o mercado latino-americano de Cloud Computing crescerá a taxas superiores às verificadas nas demais regiões do mundo. O estudo indica que, hoje, 80% das organizações adotam recursos em nuvem e que apenas 8% não têm interesse no conceito. Ou seja: a nuvem estabeleceu níveis consideráveis de maturidade no mercado.

No Brasil, o cenário é ainda mais alvissareiro. Aparecemos em oitavo lugar no ranking da Asia Cloud Computing Association (ACCA) entre as nações que oferecem melhores condições para a oferta de computação em nuvem. Só estamos atrás de países como Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Alemanha, Reino Unido, Austrália Japão e Estados Unidos.

O ranking leva em consideração questões fundamentais como conectividade internacional, qualidade da banda larga, disponibilidade e sustentabilidade de energia elétrica, risco a data centers, privacidade, ambiente regulatório, proteção à propriedade intelectual, sofisticação dos negócios, liberdade de informação e, claro, ciberseguranca.

Nos primeiros três meses do ano, foram 42 processos de fusão e aquisição envolvendo empresas de TI no Brasil

O mercado de fusões e aquisições brasileiro registrou uma redução de 20% no número de transações registradas nos primeiros três meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado. O volume total de dinheiro movimentado, por outro lado, foi superior ao verificado entre janeiro e março do ano passado.

Segundo o relatório elaborado pelo TTR, em parceria com a Merrill Corporation, foram registradas 198 transações no período. Esses processos movimentaram R$ 29,72 bilhões (12% a mais que no mesmo período de 2015).

O segmento de tecnologia segue aquecido, registrando um aumento de 35% no número de operações na comparação anual. Nos primeiros três meses do ano, foram 42 processos de fusão e aquisição envolvendo empresas de TI no Brasil.

De uma forma geral, em relação às aquisições realizadas por empresas estrangeiras no Brasil (Inbound), foram registradas até agora 47 transações. Companhias dos Estados Unidos compraram 18 compras no país, seguido por organizações de Luxemburgo (06 transações), Canadá (04 transações), Alemanha (03 transações) e França (03 transações)

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