Os ganhos extras em um projeto de Big Data podem vincular-se justamente ao Data Exhaust. Veja como explorar o conceito a favor dos negócios.

Big Data já se transformou em um termo familiar a diversas esferas do mundo corporativo. Companhias, grandes ou pequenas, buscam formas de tirar vantagem do conceito. Mas os benefícios e prejuízos causdos pelo volume excedente de dados gerados ainda é algo que precisa ser melhor compreendido para gerar valor. A seguir, listamos alguns pontos que ajudarão na reflexão dessa questão.

1. Excedente é todo dado que não está no núcleo de seu negócio

Os “dados em excesso” ganharam dimensão extra com a massificação de smartphones e redes sociais. Hoje, a geração de dados é insana. Mas, falando em termos corporativos, Big Data deve “primariamente” se relacionar a funções centrais de seus negócios, o que não tiver essa conexão central é o excesso".

Para um banco, por exemplo, os dados centrais vinculam-se às transações de crédito ou débito dos correntistas. Dados secundários incluem informações como o percentual de transações que os clientes fazem em um terminal de autoatendimento (ATM) ou via celulares. A partir da análise desses comportamentos dos dados “em excesso” é possível criar padrões e melhorar as rotinas operacionais e estratégicas.

2. Trata-se de algo, tipicamente, maior

O termo “Big Data” é relativo. De maneira ampla, refere-se àquilo “que é tão grande que não pode ser inspecionado manualmente ou trabalhado registro por registro”. Geralmente, o excesso de dados tende a ser ainda maior que isso, por estar além do limite coletado pelas empresas originalmente – são informações extras que nascem a partir do processamento de outras informações. A partir do momento que são utilizados e entregam valor, esses registros passam a assumir uma função primária no Big Data.

3. Possui um grande potencial

Data Exhaust pode ser extremamente útil. Mantendo o exemplo de um banco: saber como os correntistas direcionam sua transação por canais eletrônicos pode amplificar o relacionamento com aquele cliente a partir da compreensão e contextualização gerada a partir de uma análise de dados primária.

A ideia é que esse excedente contenha elementos importantes de informação que, a princípio, não estavam sendo olhados, mas são extremamente úteis. Esse valor pode não ser coletado imediatamente.

4. Cuidado com os riscos associados ao uso

Podem haver riscos atrelados ao excesso de dados, afinal, muitas vezes trata-se de algo que os clientes que fornecem essas informações não sabem que você irá utilizá-las para alguma rotina. Antes de começar a cruzar essas informações, é prudente fazer uma análise legal das implicações.

5. Norteadores de decisões

O fator fundamental para uma abordagem que considere o uso dos dados em excesso é ser seletivo sobre quais dados são valiosos e, assim, merecem ser guardados. Um ponto de partida está na compreensão dos desafios de negócios aqueles registros são capazes de ajudar sua empresa a responder.

Fonte: Computerworld

País ocupa 42º posição em um ranking global divulgado pela GfK. Na América Latina, Chile é o mais conectado

O Brasil ocupa o 42º lugar no ranking mundial de conectividade da GfK. Entre os BRICs, o país é o mais bem posicionado na lista, seguido pela Rússia (43ª), China (47ª) e pela Índia, bem mais abaixo, na 72ª colocação.

Dentre os países sul-americanos, o Chile obteve a melhor colocação, saltando sete posições em relação ao ano passado, e ficando com a 20ª posição. Colômbia (53ª colocada), Argentina (54ª) e Peru (60ª) completam a lista regional.

“Apesar de economicamente menos representativo que o Brasil, o Chile tem legislação mais favorável a investimentos e uma penetração da banda larga mais alta que os demais países do Continente Sul Americano”, afirma o relatório da consultoria.

O estudo classifica 78 países de oito regiões de acordo com os níveis de conectividade de suas populações, para oferecer um panorama global dos últimos cinco anos.

De acordo com a classificação do GfK Connected Consumer Index, nos últimos dois anos, Hong Kong e América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México) permanecem firmes como tendo as duas populações mais conectadas do mundo.

Tecnologias para vestir

O estudo classifica os dispositivos de acesso mais utilizados no mundo, em cada país e região. No Brasil, os smartphones são o principal dispositivo de acesso à internet, “mas o significativo avanço dos wearables e das TVs como instrumentos de conectividade vem chamando a atenção”, revela a pesquisa.

De acordo com a consultoria, em apenas um ano, as tecnologias vestíveis cresceram 10% e as TVs, 11%. “São tecnologias novas que ganham força e tendem a se popularizar nos próximos anos”, projeta a GfK.

Fonte: Computerwold

Veteranos no assunto listaram tecnologias que darão mais visibilidade a gestão de redes e não custam uma fortuna

Visibilidade é a chave para a administração de estruturas de rede. Ter ferramentas que garantam isso, porém pode sair caro demais. Para ajudá-lo, conversamos com veteranos no assunto, que listaram uma dúzia de ferramentas “matadoras” e gratuitas para tal tarefa.

“Existem sistemas comerciais que fazem a maioria dessas funções”, enfatizou Mike Pennacchi, líder do time de analistas da Network Protocol Specialists. “Mas, se você tiver zero de orçamento, é possível ter essas soluções sem gastar nada!”, adicionou.

Enquanto a maioria dos sistemas mencionados na lista pode ser baixados gratuitamente, alguns requerem componentes de hardware periféricos (obviamente, pagos) que tornam a solução mais efetiva.

Vale ressaltar que existem diversas outras soluções para ajudá-lo na tarefa, mas apresentamos a seguir algumas bastante úteis. Confira!

iperf – Solução multiplataforma que mede throughput e outras variáveis capaz de suportar pacotes UDP e TCP para determinar a qualidade da conexão entre dispositivos de uma rede. O suporte a UDP torna a tecnologia valiosa para testar a adequação de um link para recursos de VoIP, por exemplo. Permite exibir dados coletados e demonstrar como as condições de rede variaram ao longo do tempo.

Wireshark – Esse software captura e analisa pacotes para encontrar frames problemáticos e pacotes fora de ordem. Usuários podem escrever regras para capturar somente alguns tipos de protocolos, como wireless, TCP ou http para resolução de problemas, por exemplo.

TCPTraceroute – A ferramenta traça rotas através das redes. É bom para encontrar bloqueios de tráfego, como firewalls configurados para barrar portas que precisam estar ativas.

fprobe – Orientado a interfaces especificadas e coleta de dados sobre tráfego. A solução serve para detectar tipos de trafego que não deveriam estar rodando em determinada rede e talvez estejam comprometendo seu desempenho.

nfdump – Os fluxos de informações coletados pelo fprobe podem ser exportados para o nfdump, que armazena esses registros em um arquivo de sistema que pode ser lido e usado para mostrar os dados com base em protocolos e ranking dos principais usuários. Pode ser utilizado para resolver questões de congestionamentos em picos de tráfego, por exemplo.

Nmap – Ferramenta de descoberta ponderosa para rede, dispositivos e serviços que varre estruturas e roda auditorias de segurança. Pode scannear mais de 1 mil portas que podem estar abertas e determinar, por exemplo, pontos para elevar a proteção.

Cacti – Coleta e exibe valores SNMP ao longo de um período de tempo, dando um panorama da utilização de dispositivos. A tecnologia é bastante útil, por exemplo, para capturar dados de temperatura em um ambiente.

Smokeping – O sistema mede latência e perdas registradas ao longo do tempo e podem revelar mudanças para melhorias ou planejamento de redes. A tecnologia faz isso disparando pacotes de alertas em intervalos regulares, gravando as respostas dadas. Os picos que aparecem nos gráficos indicam possíveis problemas e podem ajudar em uma investigação de suas causas.

OpenNMS – A solução, que monitora dispositivos e serviços, emite alertas de indisponibilidade. A ferramenta tem boa capacidade de escala em redes de grandes proporções e ajuda a gerar relatórios que balizam a tomada de decisão.

AirCrack – Pode ser usada para hacking, mas o AirCrack também tem seu valor para revelar que está usando a rede sem fio, por exemplo. Também é uma solução boa para descobrir quais estruturas de conexão estão mais próximas a um ponto e quem as está utilizando.

ARPSpoof – Hackers usam a ferramenta para enviar requisições para parear MAC e endereços IP em dispositivos conectados. A tecnologia também ajuda a criar uma abordagem de monitoramento man-in-the-middle para dispositivos ativos.

Snort – Ferramenta bastante conhecida de detecção de intrusão pode ser usado para monitoramento ativo em redes, mas também podem ser usados para aplicar regras sobre arquivos capturados. Tem a possibilidade de atuar em paralelo com sistemas como ElasticSearch e LogStash.

cURL – A solução basicamente move dados de e para servidores e provê métricas úteis de tempo de resposta em sites web.

Elasticsearch – Esse servidor de busca se conecta com Logstash e Kibana (ELK) para coletar logs de dados e criar painéis de controle.

Fonte: Computerworld

Empresas e especialistas compartilham experiências para fortalecer estratégias de mobilidade

Como muitos já sabem, para manter a competitividade nos dias atuais, é preciso ter presença em dispositivos móveis. Mobilidade, porém, vai além de uma interface de site amigável para smartphones e tablets (embora isso seja fundamental para empresas de varejo!).

Uma estratégia mobile precisa ser capaz de conectar clientes e empregados, ajudando esses públicos a dialogarem entre si. Ouvimos alguns especialistas para ajudar sua companhia a fazer esse movimento com mais assertividade e listamos ferramentas simples que potencializarão suas iniciativas.

1. Geolocalização móvel. Com o avanço de tecnologias de beacons e geotargeting, se torna cada vez mais fácil direcionar mensagens aos clientes com base em dados de geolocalização por meio de aplicativos móveis, comenta Johan den Haan, CTO da Mendix.

“Por exemplo, integrando uma tecnologia de geolocalização em uma aplicação móvel, empresas podem enviar ofertas especiais para um cliente que está próximo a uma loja”, adiciona.

Roger Hurni, chief creative officer da Off Madison Ave, afirma que essa abordagem permite reduzir custos e focar estratégias mais aderentes ao mercado, pois, normalmente, são feitas no lugar certo e na hora certa.

“Identifique seus clientes leais e mande mensagens sobre ofertas exclusivas, um evento ou uma promoção relâmpago quando eles estiverem perto de sua loja. Isso fará com que se sintam especiais e pode desencadear uma venda”, afirma Ashley Orndorff, analista de mercado da Visual Impact Group.

2. Programas de fidelidade móveis. “Crie um aplicativo móvel para seu programa de fidelidade e dê, a quem baixar o sistema, ofertas exclusivas e vantagens extras”, comenta Ashley, aconselhando que, para tornar a ferramenta ainda mais efetiva, tente engajar os usuários com pesquisas para encontrar padrões e preferências.

3. Agendamentos e lembretes. Caso sua empresa atue no segmento de serviços, os dispositivos móveis também representam uma boa forma de manter uma relação próxima com seus clientes. Smartphones são uma ferramenta poderosa para agendar ou marcar reuniões, enviar avisos ou confirmar compromissos.

4. Mobile payments. Cada vez mais tecnologias móveis substituem rotinas financeiras, comenta Craig Bloem, fundador da FreeLogoServices.com. Diversos aplicativos surgem no mercado, permitindo que “empresas de todos os portes usem smartphones para aceitar pagamentos eletrônicos. É uma grande transformação”, adiciona.

Outra vantage de usar sistemas de pagamentos móveis é que os “dados podem ser integrados com outros apps (através da nuvem) de uma maneira muito mais fácil do que métodos tradicionais”, sentencia David Mercer, fundador da SME Pals. Os registros de transações podem se conectar com outros sitemas corporativos e otimizar fluxos para automatização de diversas áreas de uma empresa.

5. Comunicação e colaboração. Smartphones são mecanismos poderosos de comunicação em sua essência. “E comunicação e colaboração é um fator fundamental em uma empresa”, comenta Dan Ward, cofundador da Detroit Labs, citando que existem muitas ferramentas disponíveis no mercado para otimizar processos de comunicação das empresas com seus públicos de interesse.

“Aplicativos como o Slack são ótimos para impulsionar a colaboração entre membros de um time e a priorização de projetos em empresas de qualquer porte”, ilustra Bloem. “Esses sistemas possibilitam a interação e o compartilhamento de documentos e informações em qualquer lugar”, adiciona.

Outra tecnologia citada é o Dropbox, considerada por Ward como “essencial para a troca de documentos”. “Ele oferece camadas privadas, compartilhadas, e a habilidade de acesso de qualquer lugar por meio de um ótimo aplicativo móvel”, completa.

6. Atendimento ao cliente. Apps permitem que empresas ajudem seus clientes de forma mais efetiva. “Precisamos responder aos nossos consumidores em até quatro horas para manter nossa reputação”, cita Bloem, sobre o SLA de sua companhia. “Com o Desk.com, nosso time de serviços aos clientes pode acessar os usuários de qualquer lugar”, adiciona.

“Nós usamos o Zendesk para suporte e requisição de nossos consumidores”, afirma Mark Tuchscherer, cofundador e presidente da Geeks Chicago, dizendo que a tecnologia possui um aplicativo móvel nativo capaz de monitorar clientes e emergências 24x7.

7. CRM e suporte a vendas. “Quando o assunto é gestão do relacionamento com clientes, um CRM móvel coloca uma gama ampla de capacidades na palma da mão dos executivos de negócio”, enfatiza Anthony Smith, CEO da Insightly, pontuando que essas tecnologias permitem rastrear tarefas, contatos, oportunidades, projetos, compromissos de forma rápida e simples.

“Com o uso de uma solução mobile, nossos representantes acessam imediamente informações relevantes em momentos decisivos, quando estão cara a cara com seus clientes”, acrescenta Oscar Macia, fundador e CEO da ForceManager. “Isso economiza tempo, além de dar informações em tempo real para seus vendedores”, adiciona.

Fonte: Computerworld

Novo movimento da indústria tem seis princípios básicos nas quais precisam e devem estar na agenda de prioridades do CIO

O termo Indústria 4.0 originou-se de um projeto estratégico de alta tecnologia do governo alemão, sendo mencionado pela primeira vez na feira Hannover Messe, em 2012. Considerada a Quarta Revolução Industrial, o conceito engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle de dados e tecnologia da informação, aplicadas a processos de manufatura, além de considerar que as fábricas serão gerenciadas por sistemas cyber-físico no futuro.

Este novo movimento da indústria tem seis princípios básicos nas quais precisam e devem estar na agenda de prioridades do CIO. São elas:

▪ Capacidade de operação em tempo real - Consiste na aquisição e tratamento de dados de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.

▪ Virtualização - Propõe a existência de uma cópia virtual das fabricas inteligentes. Permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos por meio dos inúmeros sensores espalhados ao longo da planta.

▪ Descentralização - A tomada de decisões poderá ser feita pelo sistema cyber-físico de acordo com as necessidades da produção em tempo real. Além disso, as máquinas não apenas receberão comandos, mas poderão fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho.

▪ Orientação a serviços - Utilização de arquiteturas de software orientadas a serviços aliado ao conceito de Internet of Services.

▪ Modularidade - Produção de acordo com a demanda, acoplamento e desacoplamento de módulos na produção. O que oferece flexibilidade para alterar as tarefas das máquinas facilmente.

▪ Interoperabilidade - Capacidade dos sistemas cyber-físicos (suportes de peças, postos de reunião e produtos), humanos e fábricas inteligentes comunicar-se uns com os outros através da Internet das Coisas e da Internet.

A despeito do que é falado no mercado, que Internet das Coisas, Big Data e Segurança são os três pilares necessários que suportam esta nova corrente, na verdade, as tecnologias de Cloud Computing estão por trás destas sustentações e é uma parte fundamental para as indústrias a caminho do conceito 4.0.

Se olharmos as principais vantagens para o negócio na adoção do modelo na nuvem, que são agilidade, flexibilidade e colaboração - vemos como a modalidade se torna um complemento aos princípios da Indústria 4.0. É muito importante que o CIO , CTO e todo os C-level possíveis estejam alinhados com a estratégia e, sobretudo, saber qual tecnologia é mais favorável ao seu modelo de negócio.

Trazendo a tendência para o mercado de Cloud Públicas, temos atualmente dois dos principais líderes de mercado, leia-se AWS e Microsoft Azure, focados em diversas ofertas nos modelos IaaS, PaaS e SaaS com o intuito de atender os princípios da Indústria 4.0. Por exemplo, para implementar a capacidade de operação em tempo real pode-se usar na Azure o Machine Learning, um serviço no qual permite facilmente construir, implementar e compartilhar soluções de análise preditiva.

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